Localizado em Mem Martins, o restaurante Ninho Verde traz à mesa o sabor autêntico da Madeira, complementado com alguns pratos tradicionais do continente. A ementa reflete bem essa fusão, garantindo opções para todos os gostos.

Um espaço onde a gastronomia se encontra com o bem‑estar, unidos pela emoção e pelo detalhe. Aqui vivem sabores autênticos, alojamentos que acolhem, SPA's que regeneram e experiências vínicas que contam histórias com alma. Porque cada prato guarda uma memória, cada lugar inspira descanso e cada momento se transforma em experiência para recordar.
Nobre,
...e aos domingos é dia de...Cozido à Portuguesa
Já não precisa de apresentações: O Nobre serve aos domingos um cozido à portuguesa como poucos. Num prato tradicional que tem sido tantas vezes maltratado em inúmeros restaurantes onde, para o oferecer a preços acessíveis, se recorre a ingredientes de fraca qualidade aqui mantém‑se a autenticidade e o respeito pela receita.

No Nobre, a excelência dos produtos é evidente, quase como se cada garfada fosse uma pequena degustação. Os enchidos, vindos da zona de Arganil, são todos caseiros e de sabores genuínos. O chouriço, consistente e de sabor equilibrado, com textura firme, combina na perfeição com a farinheira ou com a morcela de arroz. Já o chouriço de sangue destaca‑se pelo toque de vinagre que refresca a pasta tradicional envolta na tripa.
Perdidos nos enchidos, não esquecer as restantes carnes que fazem parte deste buffet de luxo, são elas a carne de vaca e a galinha do campo, o do porco temos o entrecosto, a orelha e o chispe do mesmo que dão aquele toque do fruto proibido delicioso e que torna o nosso cozido tradicional tão delicioso.
As verduras, de sabor intenso, são cozidas de forma impecável, sem perderem as suas características nem a sua identidade. Para acompanhar, optámos por um vinho da zona da Régua, o Consensual Vinhas Velhas que no Nobre são etiquetados com a m,arca de confiança da Chef Justa, vinho que se revelou encorpado e ideal para enfrentar o chispe e os enchidos do cozido.
O cozido no Nobre é servido aos domingos e requer reserva antecipada. O buffet é supervisionado pela Chef Justa, que confia à irmã Ana a arte de manter a cozinha em perfeito equilíbrio, para deleite de uma clientela fiel e numerosa. As mesas, convenientemente distribuídas pelas várias salas do restaurante junto ao Campo Pequeno, recebem os visitantes com o profissionalismo e a experiência do Sr. António Nobre.
BAHR
Largo de Camões, Lisboa
Novo Menu 2025/2026
O novo menu de Inverno reflete a identidade do restaurante: uma cozinha que valoriza a sazonalidade, o território e a autenticidade dos sabores. Cada prato nasce de um princípio simples e consistente — trabalhar com o que a estação oferece no seu melhor momento, respeitando o ciclo natural dos ingredientes e a sua expressão mais pura.
A filosofia do Chef Fábio Pereira assenta na memória. As raízes familiares, os sabores que marcaram a infância e os gestos transmitidos de geração em geração são o ponto de partida para a criação contemporânea. Não se trata de replicar tradições, mas de reinterpretá‑las com técnica, rigor e sensibilidade. O resultado é uma cozinha que combina conforto e modernidade, onde cada elemento do prato tem uma função clara e uma história que o sustenta.
O menu de Inverno apresenta combinações que privilegiam profundidade de sabor, texturas equilibradas e uma ligação evidente ao território português. Do mar chegam peixes e mariscos trabalhados com precisão; da terra surgem legumes e plantas que ganham protagonismo; das memórias familiares emergem referências subtis que dão coerência ao conjunto. É uma cozinha que procura ser honesta, consciente e relevante, mantendo sempre o foco no sabor.
Este menu representa, assim, a evolução natural do trabalho do Chef: uma cozinha que olha para o passado como fonte de inspiração e para o presente como espaço de criação responsável. Uma cozinha que se afirma pela identidade e pela clareza, e que convida cada cliente a descobrir um Inverno pensado com intenção, técnica e respeito pela origem dos ingredientes.
Ritz,
Póvoa do Varzim

Ritz: tradição, sabor e identidade local
O nome Ritz carrega responsabilidade, mesmo quando se instala numa terra tradicionalmente de pescadores, onde o jogo veio para ficar e dinamizar. Situado no coração da cidade, em plena rua central, o espaço revela-se confortável e acolhedor. A decoração náutica transporta-nos para o interior de um veleiro, em que só falta o baloiçar para completar a ilusão.
À mesa de quatro lugares, fixa e firme, o conforto é garantido para quem está em forma; já os mais barrigudos poderão sentir alguns desafios.
O serviço, rápido e atento, não deixou margem para hesitações: na dúvida, recomendaram uma meia francesinha iguaria do Porto que tanto aprecio e sobre a qual sou exigente, talvez por conhecer bem a sua origem.
Para acompanhar, a cerveja Poveira, uma lager artesanal surpreendentemente frutada e leve, deliciosa e bem recomendada. O espaço, com distância adequada entre mesas, acomoda grupos reduzidos até seis pessoas de forma perfeita e descontraída. A frequência de clientes locais confirma a autenticidade do lugar: um restaurante que não vive apenas de nome, mas da confiança e da preferência de quem ali encontra sabor e identidade.
A francesinha chegou rapidamente, servida num prato adequado ao molho. Este revelou-se mais adocicado do que gostaria, mas ganhou vida com o picante caseiro, que me aproximou da versão que tanto aprecio. Sem ser a melhor francesinha que já provei, também não envergonhou, cumpriu o papel de satisfazer e deixar memória.
Último Porto

Dezembro de 2025
Na doca de Alcântara, onde a terra se rende ao Tejo e o rio avança, sereno, entre Lisboa e Almada, a ponte ergue-se como vigia de ferro e luz.
Não é uma paisagem dócil: entre estivas e porta‑contentores, o cenário guarda a rudeza fabril que, paradoxalmente, lhe confere encanto.
É nesse contraste que nasce a verdadeira tasca lisboeta, instalada num edifício Art Deco, cuja elegância discreta contrasta com a aspereza industrial em redor.
A zona, marcada por guindastes e contentores, é de facto um espaço quase de improviso, onde o quotidiano se mistura com a surpresa de encontrar um reduto de sabores autênticos.

Aqui, o peixe é rei e a refeição transforma-se em ritual. A esplanada, aberta como espada sobre o cais, convida ao olhar demorado sobre o rio, enquanto o interior, mais comedido, oferece o conforto suficiente para que o descanso acompanhe o prato.
O ambiente é de tertúlias espalhadas pelos clientes residentes, que não resistem à chamada do sol na esplanada e ao sabor que sai da grelha sempre activa. O carvão, incansável, confere aos peixes e moluscos um sabor inigualável, que chega às mesas acompanhado de verduras abundantes e temperos simples — apenas o necessário para deixar falar o que a terra e o mar nos dão de melhor.
A simpatia dos colaboradores vai-se sentindo nas piadas certeiras e na disponibilidade constante, criando uma atmosfera de familiaridade e calor humano. É um local a conferir e a usufruir como um dos últimos redutos da nossa gastronomia, onde o sabor simples e autêntico se alia à memória viva das tascas lisboetas.
Aqui, o sabor não se esconde atrás de ornamentos: é direto, como a paisagem que o rodeia. O Tejo passa, os guindastes vigiam, e no prato, o peixe fresco devolve ao corpo a lembrança de uma cidade que sempre viveu entre o mar e a terra.
Ir com Sede ao Pote
Mais um ciclo para uma experiência gastronómica de cozinha no Pote, levada a cabo pelo Chef Renato Cunha. Evento que se iniciou em Maio e que ocorre todos os anos desde 2022 na Casa Ana Monteiro na Portela de Famalicão entre Maio e Setembro de 2025.
Há Marisco no Samouco
Samouco, na margem sul do Tejo, ainda no estuário, é um local tradicionalmente rico em marisco.


